Esta banda surgiu nos corredores da Faculdade de Direito da PUC/RS, durante o primeiro semestre do ano de 1996. Mas o primeiro ensaio em estúdio foi exatamente no dia 21 de agosto. A idéia de "Banda" vem de longas conversas nos bares da vida, principalmente nos bares da faculdade durante as aulas.
O grupo começou com a idéia de banda de blues. A história de "blues band" veio do colega Saulo B. Leal Jr., fã de carteirinha do mestre Buddy Guy, Steve Ray Vaughan, Jymmy Reed, Muddy Water, James Cotton, Baseado em Blues e Celso Blues Boy.
Houve certa discussão, vamos dizer assim, quanto ao som que tocaríamos. Para agradar a todos, ficou estabelecido que a banda também tocaria covers daqueles grupos que ouvíamos nas viagens para serra, praia e interior. Aquelas mesmas músicas que curtíamos fumando um 'Gudam' e bebendo 'Miller'.
Além dos fundadores, eu, o Saulo e o Aldo Jardim, precisávamos de mais gente, nem pela qualidade instrumental, mas pela idéia de curtir blues sem aquela frescura de: "pára, ensaia, pára, reclama". Nós queríamos, desde o início, um grupo de 'brothers', companheiros para tomar um trago, azarar as futuras fãs e tocar, tocar muito sem parar, just do it!
O primeiro ensaio era para sentir o 'feeling' do pessoal; só que saiu muito mais do que esperávamos: saiu um puta ensaio. Amor à primeira vista, nada mais. Lembro-me como ontem... que loucura! Então vieram o segundo, terceiro e tantos outros ensaios. À banda se incorporaram um vocal doce, melódico e suave da Carlinha Silveira e um tecladista cheio de dedos, o nosso André Tesheiner, o Marão. Mas o legal é que não há estrelismos à parte; a união do pessoal em torno da música é como uma 'big family', todos tem um papel em nossas histórias.
Ao longo dos anos, muitos tocaram com a gente. Infelizmente, é impossível citar o nome de todos (correríamos o risco de esquecer alguém...) Mas aqui deixamos nosso sincero agradecimento, pois eles sempre, de uma forma ou de outra, acabaram contribuindo.
Assim vamos acrescentando outros estilos à banda, como o soul e o folk, porque queremos mostrar que a música não é só BYTES, e sim, ACORDES de emoção.
Se você não ouvir falar da gente em jornais ou TV, não ficaremos chateados, o importante para gente é acreditar na verdadeira música.
Por Marcelo H. Rocha e Marão
(fonte: 1º site da banda)